Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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24.7.02
 
Olá, amigos. Promessa é dívida. Venho cumprir a minha - trazer o cordel para vocês, o que faço com extrema satisfação.
O termo cordel tem origem erudita, influência de Portugal, e data do século XVI. Aqui, no Brasil, está fazendo cem anos e ainda se mostra uma literatura vigorosa, apesar de alguns prognósticos de que estaria morrendo a esta altura. Está aí, porém, com aceitação de seu público original e, ainda, despertando a curiosidade de estudiosos e unversitários, contando com mais de cem mil títulos e belos representantes, muitos deles em plena atividade. Este nome cordel é uma referência ao barbante em que os folhetos ficavam pendurados, em exposição.
Sua temática é voltada para a natureza, ora rude por ação das secas prolongadas, ora viçosa a ressurgir da terra crestada e imprestável; para as lides com a terra e animais, onde a figura do vaqueiro é realçada por sua coragem, resistência e destemor; para o amor puro/cru da simplória gente interiorana. Não param aí os cordelistas. Há os que falam dos políticos, do poder dos latifundiários X servidão do homem da terra, das injustiças sociais.
Há também os cordelistas urbanos falando dos problemas das cidades e capitais e, até mesmo, os que opinam sobre assuntos de interesse internacional.
Esta literatura está ligada a cantorias e desafios, acompanhados de viola, podendo seus títulos levarem o nome de desafio, peleja ou embolada, em que há a participação de mais de um cantador, armando uma verdadeira contenda de opiniões, encontros que varam horas de improviso rápido e inteligente. Pode ser realizada em prosa ou verso. Aqui, no Brasil, prevalece a forma poética, em sextilhas de redondilha maior, ocorrendo as rimas no segundo, quarto e sexto versos.
Apresento, como representantes do cordel, nomes consagrados - muitos atuantes, como: Patativa do Assaré, Cego Aderaldo, Romano da Mãe Dágua Nega Chica Barrósa, Severino Milanês da Silva, Chico CaldasZé Limeira, Zé Praxedes, Zé da Luz, Antônio Gonçalves da Silva e muitos outros.
Finalmente, para vocês terem uma idéia do sabor desta poesia ingênua e despojada, deixo umas estrofes soltas de alguns desses cantadores.

A FORÇA DA UNIÃO

A união faz a força
Diz o dito popular
O peso que um não levanta
Dois conseguem levantar
Um só a luta não faz
Por isso cada vez mais
Vamos unidos lutar

Chico Caldas


O VAQUEIRO

Eu venho derne menino
Derne muito pequenino
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra ser vaqueiro,
Sou o mais feliz brasilêro
Eu não invejo dinhêro
Nem diploma de dotô

Antônio Gonçalves da Silva


O PRÍNCIPE DO BARCO BRANCO E A PRINCESA DO VAI NÃO VOLTA

O remo do barco branco
é defronte uma colina
cortada por quatro rios
de água potável e fina
fica nos confins da Ásia
bem perto da Palestina.

Severino Milanês da Silva


(trecho de uma embolada, resposta ao oponente)

No tempo em que eu era moço
Comia meus ensopado
Agora como sou cego,
Só como macaco assado

Cego Aderaldo


E então? Consegui acrescentei alguma coisa?
Voltarei o mais breve possível.

publicado por Magaly Magalhães às 3:08 AM
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