Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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21.9.02
 
Fiquei devendo poesia a vocês no post anterior e não vou me furtar ao prazer de saldar esta dívida. Venho com ninguém menos do que o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, representante da geração que se convencionou chamar "de 45" e da qual foi sua figura mais importante. Diplomata de carreira, são da Espanha suas mais caras lembranças e composições. Nordestino, cantou em versos a trágica saga das secas e não há nesse particular nada que se compare a "Morte e Vida Severina". Cantou o Capiberibe em versos magistrais.
Transcrevo aqui o poema :

A MESA

O jornal dobrado
sobre a mesa simples;
a toalha limpa,
a louça branca

e fresca como o pão.

A laranja verde:
tua paisagem sempre,
teu ar livre, sol
de tuas praias; clara

e fresca como o pão.

A faca que aparou
teu lápis gasto;
teu primeiro livro
cuja capa é branca

e fresca como o pão.

E o verso nascido
de tua manhã viva,
de teu sonho extinto,
ainda leve, quente

e fresco como o pão.

Como podemos ver, uma poesia despojada do ponto de vista verbal, de grande austeridade; qualidade indiscutível e alta significação.
E para não me alongar demais, já que estamos no ritmo da poesia cabralina, pincei de um jornal antigo um de quatro poemas inéditos lá encontrados:

PRESENÇA DE SEVILHA

Cantei mal teu ser e teu canto
enquanto te estive, dez anos;
cantaste em mim e ainda tanto,
cantas em mim teus dois mil anos.
Cantas em mim agora quando
ausente, de vez, de teus quantos,
tenho comigo um ser e estando
que é toda Sevilha caminhando.

Não me digam que não gostaram. Estou querendo fazer uma surpresa pra o próximo post. Até lá.



publicado por Magaly Magalhães às 5:12 PM
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