Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Design de
Rossana Fischer










24.11.02
 
Vocês gostam da poesia de Guilherme de Almeida, certamente. Pois trago para vocês, hoje, um curioso poema de sua lavra. Acho que, na realidade, este trabalho (experimental?) apresenta uma particularidade na montagem das rimas. Não vou dizer nada para não tirar o gosto da descoberta. Leiam sentindo as rimas corridas e vamos ver se a impressão causada em vcs bate com a opinião crítica de Frederico Ozanam Pessoa de Barros, responsável pela seleção de textos, notas, estudos biográfico, crítico e histórico de "Literatura Comentada" (São Paulo: Abril Educação,1982)

A RUA DAS RIMAS

A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino
é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta,
direita, estreita, bem feita, perfeita,
com pregões matinais de jornais, aventais nos portais, animais e varais nos quintais;
e acácias paralelas, todas elas belas, singelas amarelas,
douradas, descabeladas, debruçadas como namoradas para as calçadas;
e um passo, de espaço a espaço, no mormaço de aço, baço e lasso;
e algum piano, provinciano, quotidiano, desumano,
mas brando e brando, soltando, de vez em quando,
na luz rala de opala de uma sala uma escala clara que embala;
e, no ar de uma tarde que arde, o alarde das crianças do arrabalde;
e de noite, no ócio capadócio,
junto aos lampiões espiões, os bordões dos violões;
e a serenata ao luar de prata (Mulata ingrata que me mata...);
e depois o silêncio, o denso, o intenso, o imenso silêncio...

A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino
é uma rua qualquer onde desfolha um malmequer uma mulher que bem me quer;
é uma rua como todas as ruas, com suas duas calçadas nuas,
correndo paralelamente, como a sorte diferente de toda gente, para a frente,
para o infinito; mas uma rua que tem escrito um
nome bonito, bendito, que sempre repito
e que rima com mocidade, liberdade, tranqüilidade :
RUA DA FELICIDADE...


Então? Qual a sensação obtida? A nota marcante na construção desta poesia sem métrica é a constância da rima, dando a prova de que a rima por si só pode produzir ritmo e musicalidade. Pertence ao livro "Você" (1931), "um incompreendido show de virtuosismo técnico."
Não foi sem motivo que Guilherme de Almeida ( 1890 /1969) foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros (1959)

Até o próximo encontro.





publicado por Magaly Magalhães às 11:20 PM
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