Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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20.1.03
 
De vez em quando, em nossos comentários sobre poesia contemporânea, refiro-me à Geração de 45. Os poetas dessa geração praticaram uma poesia com rigor artesanal, explorando temas pessoais e líricos, rejeitando a irreverência e a anedota.
Ledo Ivo é um de seus representantes e comparece aqui com o seu

SONETO DE ABRIL

Agora que é abril, e o mar se ausenta,
secando-se em si mesmo como um pranto,
vejo que o amor que te dedico aumenta
seguindo a trilha do meu próprio espanto.

Em mim, o teu espírito apresenta
todas as sugestões de um doce encanto
que em minha fonte não se dessedenta
por não ser fonte d´água, mas de canto.

Agora que é abril, e vão morrer
as formosas canções dos outros meses,
assim te quero, mesmo que te escondas:

amar-te uma só vez todas as vezes
em que sou carne e gesto, e fenecer
como uma voz chamada pelas ondas.


Esta renovação de linguagem, surgida nos primeiros momentos do Modernismo, atingiria o seu clímax com o Concretismo que propõe uma poesia não linear, mas espacial. Surgem novas formas de expressão poética tendo em vista o visual, o aspecto material dos signos, as formas, as cores, a decomposição e montagem das palavras, determinando a criação de estruturas que se
interligam visualmente :

"beba coca cola
babe cola
beba coca
babe cola caco
caco
cola
cloaca"



Já em 1962, uma outra tendência se faz sentir, gerando a poesia Práxisque opõe à palavra-coisa, a palavra-energia. O poema não é um "objeto" estático, mas um "produto" dinâmico, podendo transformar-se por ação do leitor. O poeta, ao compor um
poema, deve distanciar-se do significado humano daquilo sobre o que elabora, estabelecendo uma ponte entre o poeta e a vida social.
Vejamos um exemplo no poema de Mário Charmie:

VEÍCULOS DE MASSA

o vidro transparência / olho cego consciência
a consciência no vídeo / a transparência do vidro
o povo cego da praça / o olho negro da massa
a praça de olho cego / a massa de olho negro

o vidro transparência
o cego consciência
a massa diante do vídeo
a massa = olho de vidro

a praça de olho negro
o povo = olho morcego

sem ver o povo com a venda
a câmara negra = sua tenda

sem ver / a venda no olho do povo
te vê / a câmara negra do sono

( De "Objeto selvagem", São Paulo, Quiron, 1977, p.417.


Revisitamos de modo breve a Geração 45. Mas ainda podemos especular sobre alguns poetas contemporâneos que conquistaram seu lugar de honra na literatura.

À demain, plagiando um conhecido cronista social, já desaparecido.






publicado por Magaly Magalhães às 1:18 AM
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