Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Rossana Fischer










18.5.03
 
A novidade do momento é o sucesso que tem registrado a Bienal do Livro, evento a cada realização mais concorrido e mais bem representado. O Café Literário tem atraído gente de toda faixa etária, gente que se empolga em ouvir os autores falarem de suas obras, de seu processo criativo, de seus projetos para o futuro, de suas idiossincrasias, de suas experiências literárias. A série de encontros desta bienal também aponta para o sucesso: a Família literária que reúne escritores do mesmo núcleo familiar ou escritores que se identificam por afinidades, a série Amigos para sempre em que escritores invocam a memória de outros escritores que já nos deixaram. Há as estrelas estrangeiras, como o escritor anglo-indiano, Salman Rushdie, autor de "Os versos Satânicos" que agora vem falar de de seu mais recente livro - "Fúria", obra considerada premonitória; e a cartunista argentina Maitena, autora de "Mulheres alteradas".
Acompanhemos as notícias e viva a cultura!

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Falando de SAÚDE

Está na Veja nº20: "12 por 8 é ruim"
As pessoas eram consideradas hipertensas com pressão arterial acima de 13 por 9 e 14 por 9. Hoje, a pressão de 12 por 8 já é considerada faixa de risco. Esta nova tomava de posição dos médicos prende-se ao fato de que diversas pesquisas mostram que o risco de doenças cardiovasculares é revelador em pessoas com pressão entre 12 por 8 e 13 por 9.

Falando de SPAM

Está neurótico/a com a caixa de mensagens cheia de entulho?
Programas que bloqueiam e-mails indesejados:
MailSweep (www.crystaloffice.com), Spam Buster (www.contactplus.com), SpamEater Pro (www.hms.com), SpamKiller (www.mcafee.com) ---> pagos ; Mailwasher (www.mailwasher.net),
Despammed (www.despammed.com) ---> gratuitos. Vi na Veja nº 20

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Ferreira Gullar

É poeta presente a esta Bienal. Alguns de seus poemas:

Muitas vozes

Meu poema
é um tumulto:
é fala
que nele fala
outras vozes
arrasta em alarido
(estamos todos nós
cheios de vozes que o mais das vezes
mal cabem em nossa voz:
se dizes pêra
acende-se um clarão
um rastilho
de tardes e açúcares
ou
se azul disseres
pode ser que se agite
o Egeu
em tuas glândulas).
A água que ouviste
num soneto de Rilke
os ínfimos
rumores no capim
o sabor
do hortelã
(essa alegria)
a boca fria
da moça
o maruim
na poça
a hemorragia
da manhã
tudo isso em ti
se deposita
e cala.
Até que de repente
um susto
ou uma ventania
(que dispara o poema)
chama
esses fósseis à fala.
Meu poema
é tumulto, um alarido:
basta apurar o ouvido.


That is the question

Dois e dois são quatro.
nasci cresci
para me converter em retrato?
em fonema? em morfema?
Aceito ou denoto o poema?


Isto e aquilo

você é seu corpo
sua voz seu osso
você é seu cheiro
e o cheiro do outro
o prazer do beijo
você é seu gozo
o que vai morrer
quando o corpo morra
mas é também aquela
alegria (verso, melodia)
que, intangível, adeja
acima do que a morte beija

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publicado por Magaly Magalhães às 1:23 AM
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