Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Design de
Rossana Fischer










2.6.03
 
De volta! Sim, passei por uma experiência dessas não muito agradáveis, mas estou de volta ao meu feinho, onde me sinto limitada, mas à vontade. Desculpem o período de ausência, mas vcs estão sempre tão bem servidos, com tanta gente falando de tantos assuntos e com tanta criatividade que ausência como esta minha não chega a causar espécie. Agora, confesso: quase morri de saudade. Eu, sim, tive saudades mesmo. A gente se acostuma, pois não?

Tenho que me colocar em dia com o que anda rolando por aí. Em pouco tempo, a gente se sente defasada; o mundo movido a blog é trepidante.Tudo circula tão rapidamente! Mas tenho também que ajeitar o blog que sofreu uns desajustes físicos. Poderia ter cuidado disso antes de voltar a falar com vocês, mas nem tentei. Não preciso ter aqui preocupação com aparência, este blog é mesmo só ... de conversa fiada.

É isso aí, voltei, já dei meu alô a todos, vou providenciar os arranjos necessários para o blog voltar à fisionomia anterior, mas antes, vamos juntos mergulhar no mundo das rimas e ritmos que marcam sempre o final de meus posts.


CONSELHO

Fernando Pessoa


Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Pôe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.

Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...


ESSES INQUIETOS VENTOS
Mário Quintana

Esses inquietos ventos andarilhos
Passam e dizem: "Vamos caminhar,
Nós conhecemos misteriosos trilhos,
Bosques antigos onde é bom sonhar...

E há tantas virgens a sonhar idílios!
E tu não vieste, sob a paz lunar,
Beijar os seus entrefechados cílios
E as dolorosas bocas a ofegar..."

Os ventos vêm e batem-me à janela:
"A tua vida, que fizeste dela?"
E chega a morte: "Anda! Vem dormir..."


Boa-noite. Bons sonhos. Até mais.




publicado por Magaly Magalhães às 11:48 PM
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