Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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8.10.03
 
Amigos, estou aqui, tentando timidamente reatar nossas conversas, nossos encontros nos comentários. Alma esvaziada, a espontaneidade sumiu, o verbo parece emperrado, as palavras se fazem difíceis. Mas não vim aqui pra expor minha fragilidade a vocês que me cercaram de tanto carinho e amparo.
Sei que a vida continua com todos os seus altos e baixos para todos os viventes, como que para arrastar os já golpeados, numa grande demonstração de reinvenção do ato de viver. Além do mais, se me fosse dado falar com Estêvão, tenho certeza de que estaria avidamente cobrando, com a exuberância que lhe era típica, o post novo, a notícia da vez, a ´piadinha inocente´, o poema de amor rasgado, o bom cordel nordestino... Ele era assim... Alegre, espontâneo, musical, sensível, botafoguense exarcebado, barulhento por natureza quando queria alegrar a galera em torno dele. Mas centrado, silencioso, correto na hora de decidir as coisas sérias da vida.
É... Não há nada a fazer, a não ser sublimar o que nos pesa e maltrata, resgatar e guardar com carinho as lembranças boas e ternas e isto podemos fazer de mil maneiras
A poesia é sempre um ótimo derivativo, sempre foi minha fonte de consolo e inspiração. E Mário Faustino (alô, alô, Meguinha!) soube como ninguém lidar com a morte em seus incontáveis versos que tão bem couberam numa ´meia vida´ ainda mais curta e com morte tão violenta quanto a do meu Estêvão.


EGO DE MONA KATEUDO

Dor, dor de minha alma, é madrugada
E aportam-me lembranças de quem amo.
E dobram sonhos na mal-estrelada
Memória arfante donde alguém que chamo
Para outros braços cardiais me nega
Restos de rosa entre lençóis de olvido.
Ao longe ladra um coração na cega
Noite ambulante. E escuto-te o mugido,
Oh vento que meu cérebro aleitaste,
Tempo que meu destino ruminaste.
Amor, amor, enquanto luzes, puro,
Dormido e claro, eu velo em vasto escuro,
Ouvindo as asas roucas de outro dia
Cantar sem despertar minha alegria.


SONETO

Necessito de um ser, um ser humano
Que me envolva de ser
Contra o não ser universal, arcano
Impossível de ler

À luz da lua que ressarce o dano
Cruel de adormecer
A sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo de morrer.

Necessito de um ser, de seu abraço
Escuro e palpitante
Necessito de um ser dormente e lasso

Contra meu ser arfante:
Necessito de um ser sendo ao meu lado
Um ser profundo e aberto, um ser amado.


´Poesia de Mário Faustino´ - Coleção Poesia Hoje / de Moacyr Félix

publicado por Magaly Magalhães às 6:18 PM