Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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19.12.03
 
CANÇÃO QUASE INQUIETA

De um lado, a eterna estrela,
e do outro a vaga incerta,

meu pé dançando pela
extremidade de espuma,
e meu cabelo po uma
planície de luz deserta.

Sempre assim:
de um lado, estandartes do vento...
- do outro, sepulcros fechados.
E eu me partindo, dentro de mim,
para estar no mesmo momento
de ambos os lados.

Se existe a tua Figura,
se és o Sentido do Mundo,
deixo-me, fujo por ti,
nunca mais quero ser minha!

(Mas, neste espelho, no fundo
desta fria luz marinha,
como dois baços peixes,
nadam meus olhos à minha procura...
Ando contigo - e sozinha.
Vivo longe - e acham-me aqui...)

Fazedor da minha vida,
não me deixes!
Entende a minha canção!
Tem pena do meu murmúrio,
reúne-me na tua mão!

Que eu sou gota de mercúrio,
dividida,
desmanchada pelo chão...

Cecília Meireles


Tenho quase certeza de que estou reprisando este poema aqui. em meu blog, mas a vontade de tornar a ele foi maior do que a conveniência. E, finalmente, o ganho é para todos porque Cecília é inimitável quando descreve sentimentos.
A voz dessa inquietude habita em todos nós e, às vezes, vem à tona.
Ela expressa esses estados d´alma de forma delicada ao captar os diversos matizes da fragilidade humana.


E a delícia deste poema infantil?

PESCARIA


Cesto de peixes no chão.

Cheio de peixes, o mar.

Cheiro de peixe pelo ar.

E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.


Não é mesmo uma lindeza?


Ah! vou ler mais poemas. De Cecília.


publicado por Magaly Magalhães às 11:50 PM
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