Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Design de
Rossana Fischer










20.1.04
 
Estou feliz, sim, feliz como jamais pensei que poderia me sentir tão cedo...
As grandes almas estão sempre a serviço da alegria do próximo. Assim é a grande dama do universo dos blogs que, como costuma dizer a Cora, é a fada-madrinha do blogverso nosso de cada dia – a grandiloqüente Meg , a nossa iluminada, festejada e querida Subrosa.
Estou feliz, sim, pelo lindo visual que substituiu a acanhada face de meu blog original, resultado da arte de Rossana Fischer que colocou nele toda a sua competência e delicada atenção e produziu o layout vibrante que vocês todos contemplam agora.

Dentro desse estado de satisfação, vou ao post de hoje, na minha nova função de coordenadora de publicação do Imagens & Palavras.

Achei que seria interessante trazer pra cá um dos textos para vocês lerem in loco e avaliarem a utilidade dos assuntos que podem encontrar lá. Assim, sem cliques nem buscas, vocês vão ter ocasião de ler:

DRUMMOND, O SEMI-ANALFABETOno mínimo /SERGIO RODRIGUES23.Out.2003 | Era um longo poema de versos brancos. Péssimos versos brancos: derramados, prosaicos, mancos de gramática e de ritmo, saturados de uma glicose edificante sobre a amizade ou a importância de sorrir e aproveitar a vida enquanto é tempo, já não me lembro bem, mas tanto faz. Só ficava faltando o desenho tosco de uma pomba ou cachoeira espumante para transformá-lo no texto ideal de um desses pôsteres de “elevação espiritual” para adolescentes vendidos em camelôs e bancas de jornal. O horror, o horror, calamidade estética pura. Assinava-o Carlos Drummond de Andrade. De que maneira começa uma coisa dessas? Não descarto a possibilidade de começar como piada, como troça. Pelo menos em tese, tem mesmo alguma graça a súbita relação estabelecida entre o mais consagrado poeta brasileiro e o versejar mais primitivo que se possa conceber. Chegamos a sentir uma espécie de vertigem naquela fração de segundo antes de compreendermos a fraude tipicamente internética. Pois é: é claro que o tal texto me chegou pela internet, como um dia chegaram o falso poema do Borges, a falsa crônica do Verissimo, o falso artigo do Millôr, o falso conto do Saramago... Está bem, é possível que a tese do início jocoso para correntes literárias desse tipo seja benevolente demais com a humanidade. Admito: mais provável é que na raiz do problema esteja a má-fé de autores anônimos. Talentos injustiçados - no conceito que fazem de si mesmos - imaginam que, para serem lidos e apreciados como merecem, só o que lhes falta é uma assinatura consagrada. De repente, pronto, não falta mais: lá estão suas obras viajando o mundo nas asas rapidinhas da ignorância. Deve ser assim mesmo, mas a verdade é que o início da coisa não me preocupa. Até aí tudo bem, ou melhor, tudo mal, mas vamos fazer o quê? O que me incomodou profundamente no episódio do poema de “Drummond” foi o fato de seu remetente ser um sujeito inteligente, esclarecido e vivido, jornalista na faixa dos 40 anos, consumidor de uma dieta de livros muitas vezes superior à média nacional. Pois tal membro da rarefeita elite cultural brasileira recebeu o spam espúrio e o repassou a uma longa lista de conhecidos, aparentemente sem ter tido nem meio segundo de dúvida sobre a autenticidade daquele “Drummond”. Isso sim é deprimente. Mais deprimente até do que a praga dos “resumos” literários que infesta a internet, sobre a qual li outro dia. Trata-se de uma sacada de sites voltados para adolescentes sem tempo, disposição ou neurônios para encarar as grandes obras da literatura que seus professores teimam em fazer cair nas provas. Em vez de ler “Vidas secas”, por exemplo, o preguiçoso dá um pulo no resumo e fica por dentro de tudo em quinze, vinte linhas. Todas elas memoráveis: “A família organiza a mudança e Fabiano quer matar Baleia que está doente, mas acaba a ferindo com um tiro, porém ela foge. Nisso as crianças choram muito a perda do animal”. Para fechar o pacote de barbaridades, só faltava dizer que o autor desse “resumo” é Antonio Candido. Quase todo mundo ia acreditar. Na boa. Graciliano Ramos, que não tinha muita paciência, faz bem de estar morto para não ler uma coisa dessas. Tudo culpa da internet? Não, a menos que o mensageiro possa ser responsabilizado pela má notícia. O que o (já nem tão) novo meio faz é nos revelar com a nitidez de um tapa na cara algo triste que, bem ou mal, sempre soubemos: com exceções tão valorosas quanto estatisticamente desprezíveis, somos uma sociedade incapaz de entender pedrinhas do que lê.==Comente!Postado por Meg Guimarães 29 out 2003 @ 07:16
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COMENTÁRIOS:Está aí uma afirmação irrefutável. Somos uma sociedade de poucos leitores, na qual a maioria não absorve a essência do que lê.Há que se dar poderosa ênfase à interpretação de textos nos cursos fundamental e médio para que venha a existir um nível mais alto de apreensão da leitura.Outro ponto tocado com muita propriedade concerne ao uso e abuso de internautas sem o devido respeito ao instrumento de comunicação que têm em mãos, não hesitando em publicarem textos com crédito falso, sabe-se lá, se ocultando alguma intenção tendenciosa. No mínimo, usando linguagem imprópria ou deturpada. São problemas difíceis de contornar, a não ser através da educação, na escola e em família, de resultado a longo prazo.postado por: Magaly em janeiro 17, 2004 12:36 AM

Como a que acaba de ser exposta, há passagens interessantíssimas que estão muito à mão, pois é só clicar no banner de Imagens & Páginas e escolher em Arquivos a que mais interessar no momento.


Recado pra Ofélia
A imagem abaixo é uma homenagem a você.

publicado por Magaly Magalhães às 11:18 PM
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