Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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30.4.04
 
Algumas poetas...que marcam...ou marcaram

TUDO A PERDER

De Claudia Roquette-Pinto

O que se ganha com tanta dureza,
Que moeda cobre essa aridez?
Tudo de anêmonas na folhagem
(como a imagem no poema)
- rasgo de alegria dentro do dia,
sem interesse em pedir comissão.
Tudo é comércio.
E o mundo, reduzido à sua matéria,
É oco e sério como um corpo largado na cama
(que não se ama), consumado.
Eu quero os momentos de oásis,
Cada vez mais fugazes,
se espargindo da infância.
Mas até as palavras gastaram
E põem tudo a perder


CARTA DE DESPEDIDA

De Ana Cristina César

eu me tinha iludido! eu me tinha iludido! a repetição é fundamental, meu caro, a repetição é fundamental, mas eu me sinto um pouco assim, assim, vamos embora, vamos dizer que tudo não passa, vamos dizer que medéia te espera: medeia tem um aspecto mais moderno do que se podia imaginar: ando tal como um hamster , corro pra lá e pra cá qual exatamente um hamster (e não um hamster ferido). chega um ponto. eu sinto falta. digamos que é hora de começar a escrever “as memórias”. imaginárias memórias boreais. tudo tão antigamente sugestivo. imaginá-las auroras. munir-se de exemplos. contando-as criticamente. este projeto me atrai. o que é a metafísica? eu sinto que me desgarro, me desgarro, me des-garra rútila no portal.
eu tinha me iludido!
espero qualquer chegada com uma frase: eu tinha me iludido.
acho que vou me suicidar.


Ana Paula Inácio (poeta portuguesa)

deixa as sandália
à entrada
por baixo da sombra do arbusto
o odor a sândalo
será o primeiro sinal
e as presilhas soltas, o segundo
deixa a túnica
meticulosamente dobrada
debaixo do imediatamente a seguir
descansa, e pensa só na avestruz
corre então como ela
e a poeira que te arderá nos olhos
considera-a presença
de teu gosto vivo pelos pássaros


***


deixa o tempo fazer o resto
fechar as janelas
aplacar os barcos
recolher os víveres
semear a sorte
acender o fogo
esperar a ceia

abre as portas: lê a luz
a sombra, a arte do passarinheiro

com três paus
fazes uma canoa
com quatro tens um verso,
deixa o tempo fazer o resto.

(Textos encontrados na revista Inimigo Rumor, nº 10)



Nature Morte aux Fleurs
Oil painting - Marc Chagall

publicado por Magaly Magalhães às 12:50 AM
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