Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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8.4.04
 
Olá, parece que estou de volta. E não é sem tempo. A saudade pega mesmo a gente, e, o que é mais engraçado, com tão poucos dias de pausa. Espero que a próxima esteja longe de acontecer.

Vêem as orquídeas que encerram o post? Foto tirada pelo amigo Francisco Pires, na Floresta da Tijuca, e enviadas a mim como presente de aniversário. Visitem-no

Para voltar, escolhi, de Rodrigo Garcia Lopes, um texto que nos induz a uma profunda reflexão:


MEMÓRIA E REPETIÇÃO

Repetição é uma forma de mudança. Mudança é uma forma de vida.,Vida é uma forma de repetição. E a mensagem passa a ser apenas o vestígio de uma contínua mudança. A dança do mesmo. Uma forma de repetição. Cada memória esgota-se ao mesmo tempo em que ocorre, e tudo o que temos são rastros, textos, que se acumulam sobre as águas – que não cessam. A idéia de uma presença persevera, mas de repente é mera ausência. A água, rio ao reverso, em sua transparência, não admite que o gelo a emudeça por inteiro. Silencioso duelo. No inverno, suas águas continuam a fluir, submersas, protegidas por ele. Pela pele e pelo gelo. Sob a transparente ausência das águas onde este ex-texto se excreve, como neve, se forma uma presença, alien a mim mesmo, embora invisível como vozes – à superfície. Que se transforma. Que se transcende. Assim como a queda d´água, cujo texto se celebra e se anula ao mesmo tempo. Sua escrita é uma forma de desaparição. Uma forma de vida, de mudança, de repetição. Como se escrita com limão, só se revela sob o sol. As informações se equalizam: Há a impressão de que nada ocorre ali. Só o que temos, repito, são traços, trilhas no meio do mato, pistas falsas. Porém, por essa trilha milhares de olhares passam, gestos imperceptíveis, a cada instante. Eles conversam numa língua extinta, idioma do gelo; a língua das águas, dos viajantes. Mudos, eles olham o halo da lua (uma outra forma de repetição). Nada de novo nisso tudo: não tanto quanto num poema ainda não escrito. A estética do desaparecimento convida todas as formas de mudança, como o pensamento nômade de Nietzsche, eternamente repetindo seu retorno, que nada é mais que uma forma de desaparecimento. Uma ficção. Dança ritual da mente. Tatuagem fugaz. Memória da memória. Uma nova forma de repetição.

(Texto encontrado na revista Inimigo Rumor, nº 10, maio de 2001).


Rodrigo Garcia Lopes também é poeta e tradutor. Um poema de sua autoria cairá bem aqui. Teremos idéia do multifacetado talento deste escritor que é também jornalista e professor universitário.


Tudo no espaço

É passado. O tempo,

pura distância,
lento azul profundo.

Mesmo a chuva
mais breve

cai neste mundo.


O poema está em “Esses Poetas” – Uma Antologia dos anos 90, de Heloísa Buarque de Hollanda.


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E vocês? Que fizeram durante minha pausa? Imagino quanta coisa boa vou encontrar nos adoráveis blogs que visito. Passarei por eles, um por um. Só não terei como comentar todos os posts desses dias todos. Ainda estou muito requisitada em casa.


Visitaram o site do Prof. André Campello, como sugeri num post de março? Trata-se de meu filho que ensina violão e tem composições lindas. Em fase de gravação, um CD com as mais recentes de suas composições, brevemente inseridas no site. Por ora, vamos ouvi-lo tocar Bach com sentimento e paixão.

O site foi montado por Francisco Pires. Quem se interessar pelos seus trabalhos procurem-no aqui.

De resto, a expectativa de que este retorno tenha uma boa duração. Abraços a todos e obrigada pelo interesse que demonstraram pelo meu problema.


publicado por Magaly Magalhães às 1:45 AM
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