Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Design de
Rossana Fischer










5.8.04
 
HENRY CARTIER-BRESSON









http://www.photology.com/bresson


HOMENAGEM

Nasce em Chanteloupe, na França, em 1908, Henry Cartier-Bresson, aquele que seria o gênio da fotografia contemporânea e que acaba de falecer há dois dias, aos noventa e cinco anos de profícua existência.
Sua habilidade em apanhar o instante azado de clicar, sua capacidade visual exercitada no desenho por longo tempo, seu preparo em pintura, seu método disciplinado de trabalhar, mais seus ensaios sobre teoria e prática de fotografia transformam-no na figura mais brilhante entre os fotojornalistas contemporâneos.
Para ele, as coisas insignificantes podem constituir grandes temas de trabalho. Sua obra é uma coleção desses mínimos detalhes humanos, as coisas como soem ser na realidade imediata.
A verdade é que, com Henri Cartier-Bresson, o *snap shooting* eleva-se ao nível de uma refinada e disciplinada arte.


* * * * *


Voltemos aos minicontos. Há novidades boas a contar.
Lembram-se do Dauro Veras? Semifinalista do Concurso de Narrativas Breves Haroldo Maranhão? Já tive oportunidade de transcrever aqui uns microcontos de sua autoria, muito interessantes, aliás, e que tiveram ótima receptividade. Pois bem, essas últimas notícias de morte serviram de leitmotif para outras produções do talentoso jornalista catarinense. Eis um de seus novos contos breves:

PRESENÇA

As cinzas de seu pai haviam sido espalhadas na praia deserta. Um mês depois ela voltou ao lugar. Sentou-se sobre uma pedra em frente ao oceano e respirou fundo. O ar da manhã, com odor de mar e orvalho, acariciou seus pulmões. Sentiu um arrepio bom na nuca e um levíssimo afago na testa. Sorriu. Não tinha espelho, mas sabia-se com covinhas no rosto, igual a ele. Sabia-se amada. Espreguiçou, caminhou poderosa até o carro e foi tomar um café expresso com pão de queijo.


* * * * * * *


Um poema (o meu preferido) de Murilo Mendes:

NATUREZA

Contempla estas montanhas lavadas
E a luz que desce em oblíqua dança.
Tudo chega de um modo antiqüíssimo
Onde encontraremos pedaços desajustados de fotografias:
Recortes de pensamentos visuais
E um amor que não quer colaborar com a morte
-Vasto pássaro bicando as montanhas lavadas.

Do livro Murilo Mendes Melhores Poemas / Editora Global


publicado por Magaly Magalhães às 2:09 PM
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