Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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29.9.04
 
O Pensador , de Auguste Rodin


FALANDO DO SER HUMANO

No modo oriental de encarar o ser humano, fica difícil separar a concepção religiosa da filosófica. Os orientais não as separam, já que têm do homem uma visão cósmica.
No Ocidente, herdamos da filosofia grega a visão do homem como sujeito: o eu é visto como sujeito, enquanto o social é minimizado. E esta concepção manteve-se através de toda a evolução do pensamento filosófico ocidental pelo tempo afora: na filosofia medieval, nas teorias do Iluminismo, na filosofia contemporânea.
Na realidade, somos seres de natureza cultural (Ser / Valorar / Saber).
Saber representa Poder. Tudo leva a crer que, quanto maior o conhecimento, melhor o desempenho do homem (mas é isto o que se tem verificado na realidade? Não usamos o nosso conhecimento científico para a fabricação de armas mortíferas?).
Os conceitos filosóficos de Platão e Aristóteles, posteriormente adotados por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, respectivamente, já mostram uma visão cristã.
Na Renascença, considera-se o homem triunfante, o suposto Homem Racional.
Hoje, diz-se exatamente o contrário: Racional = Consciência + Existência.
Racionalidade = Comportamento Adequado é questão posta em dúvida. Este tipo de questionamento só foi percebido a partir do século XIX para o século XX, impondo-se a análise qualitativa dos conhecimentos.
Se conhecimento leva o homem a um melhor estágio de vida, como se compreende que um cientista use sua linguagem científica para produzir instrumento de tortura? Aqui, então, o conhecimento pode ser visto em sua ambigüidade. Como instrumento de mediação, pode ser usado de forma benéfica ou maléfica. Ele se desenvolve a partir da solicitação do poder.
No momento, nossa sociedade vive uma crise ética, uma crise de valores; não temos respeito pela vida. Essa crise pode induzir o homem a questionar-se, a pensar-se e até a reformular-se.
O conhecimento não é sempre constante, crescente e ininterrupto. Um exemplo disso é o comportamento dos gregos que, em suas considerações filosóficas, chegaram até o átomo e o esqueceram. Passaram-se séculos para que o átomo voltasse à linha de consideração e fosse utilizado o manancial de possibilidades que abria. Infelizmente, abriu portas também para a destruição. Será que o remédio a aplicar a um grupo social que se desagrega é um rompimento, um corte?
É possível, em certos aspectos, mas não integralmente.
Marx, Nietzsche e Freud produziram grandes feridas no egocentrismo ocidental; determinaram profundas rupturas, mas nada de caráter total. Marx rompeu com uma série de conceitos relativos a propostas positivistas, todavia, propôs etapas superpostas, tal como o positivismo proclamara.

A dinâmica relacional conduz a sínteses imprevisíveis. Dentro do código maior, há muitos microcódigos de núcleos menores, dando lugar a resultantes inesperadas.

A verdade não é a verdade. É a versão da verdade que nós conhecemos.
A dúvida é muito mais importante que a certeza. A dúvida é dinâmica enquanto a enquanto a certeza congela.

A necessidade de indagar é constante e as respostas nem sempre vêm da ciência. Quando se perde a capacidade de indagar, perde-se a capacidade hominal.

Em última instância, o Homem é essa travessia.

Nota: Este post assim como o anterior têm como finalidade homenagear a grande figura de
mestra que conheci na Profª Valderez, da FACHA, com quem tive a oportunidade de fazer um breve curso (livre) de Antropologia, em 1988/89. Os conceitos por ela transmitidos guiaram-me na exposição desses últimos trechos aqui apresentados. Dedicada e eficiente, abriu-me prismas novos para a busca de conhecimento do homem em si e suas relações como mundo que o cerca.

***************

Um poema de Murilo Mendes:

O RITO HUMANO

Pelas curvas da tarde vem surgindo
A inefável palavra Agnus Dei.
Ouço balidos pelo mundo inteiro;
Matam o cordeiro branco redentor.

As armas do futuro desenhadas
Vejo no espaço, túmulos abertos:
Os balidos rebentam das gargantas
Até dos que inda estão para nascer.

De variadas maneiras matam o homem.
Matam a pureza, a paz, a liberdade,
Pelo cutelo, a bomba, a guilhotina,

Pelo silêncio, a fome, a solidão.
Fecha o leque de plumas o Oriente,
Abre o Ocidente o tanque de terror.

publicado por Magaly Magalhães às 5:16 PM
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