Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Nélida Piñon e o Prêmio de Astúrias das Letras

Quem é Nélida Piñon?

Vejamos alguns de seus traços, por ela mesma, aleatoriamente:

*Custei a entender que não cabia à mulher certas tarefas. Quando entendi, já estava contaminada pelo vírus da liberdade e da paixão e eu disse: Não vou levar uma vida acanhada, quero uma vida esplêndida.*

*O preconceito é dramático porque não discrimina diretamente. Então, se hoje você como mulher tem um espaço, é porque foi uma luta imensa, tem que ser uma guerreira, Se não for guerreira, você dança.*

*Deus é uma pauta de conduta para o homem. Deus ainda é um sonho, uma quimera humana e acho que ajuda muito, mais do que atrapalha.*

*Acho que temos sabedoria para perceber quando o amor é benéfico. O desejo nos deixa perplexos e é surpreendente.*

*Não escrevo para o futuro, quero escrever para agora. Maravilhoso é o artista cujo livro, naquele momento, é lido e entendido.*

*Eu jamais fiz análise, sou filha da imaginação. A partir do momento em que decidi não temer minhas visões do mundo, percebi os mistérios que existem em tudo. Sou vítima do sagrado e acho que sou meio vizinha dessa tal de psicanálise.*



A consagrada escritora brasileira Nélida Piñon acaba de conquistar o Prêmio de Astúrias das Letras de 2005, escolhida entre 31 escritores de 16 países, tendo chegado às finais ao lado dos americanos Paul Auster e Philip Roth e do israelense Amos Oz.
Trata-se do maior prêmio espanhol de literatura e, portanto, um feito de extraordinária importância nunca antes conquistado por um brasileiro.
Para a escritora, habituada à conquista de prêmios ao longo de sua profícua carreira, este teve um significado especial pela projeção que deu à literatura brasileira, ainda não totalmente reconhecida lá fora, apesar do seu indiscutível grau de qualidade.
Nélida Piñon, a primeira e até agora única mulher que chegou a presidir a Academia Brasileira das Letras (ABL), considera o reconhecimento do júri um fator decisivo na luta de pôr fim *às posições radicais e à discriminação no mundo todo*.
De fato, a obra da brasileira, publicada em mais de 20 países e traduzida para dez idiomas, *transladou ao âmbito universal a complexa realidade da América Latina com uma prosa rica em registros que incorpora com extraordinário brilho as distintas tradições e raízes culturais do continente latino-americano*.
Sensível e consciente da orientação recebida em sua formação, Nélida assim se expressa no ato de agradecer o prêmio: *Este é um reconhecimento a minha obra e a todos os que me ajudaram a entender a vida e me ajudaram a exercer esse ofício mágico da literatura*
Nascida no Rio de Janeiro e descendente de espanhóis, a escritora se definiu como uma filha de todas as raças e agradeceu o reconhecimento do júri ao caráter mestiço de sua obra.

Em suas próprias palavras:

*Foi importante ver que o júri destacou esse aspecto da minha obra. São palavras que definem minha fé na humanidade. Somos mestiços, somos latinos, somos ibéricos e somos africanos*.
*Sou uma escritora de um país mestiço como o Brasil e filha de galegos. Tanto a Galícia como a Espanha têm um peso muito importante em meu imaginário e em minha formação cultural*.
*Minha literatura se pauta na memória e na invenção. Sou produto dessa mestiçagem que amplia a concepção do mundo e nos transforma em filhos de todas as raças*.

Indicada ao Prêmio Príncipe de Astúrias pelo diretor do Instituto Cervantes no Rio de Janeiro, Francisco Curral Sánchez-Cabezudo, ela disse estar *feliz, surpresa, honrada e agradecida* pelo prêmio, pela importância que tem e por proceder da Espanha.

Suas obras:

Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, romance (1961)

Madeira feita de cruz, romance (1963)

Tempo das frutas, contos (1966)

Fundador, romance (1969)

A casa da paixão, romance (1972)

Sala de armas, contos (1973) .

Tebas do meu coração, romance (1977)

A força do destino, romance (1978)

O calor das coisas, contos (1980)

A república dos sonhos, romance (1984)

A doce canção de Caetana, romance (1987)

O pão de cada dia: fragmentos, contos (1994)

A roda do vento, romance infanto-juvenil (1996)

Até amanhã, outra vez, romance (1999)

Cortejo do Divino e outros contos escolhidos, contos (2001)

O presumível coração da América, discursos (2002)

Vozes do deserto, romance (2004)

O ritual da arte, ensaio sobre a criação literária (inédito).


De seus livros, diz Nélida:

*Cada texto meu é uma manifestação de liberdade. Viajo sempre que posso entre um livro e outro. Esse banimento é muito positivo. De longe enxergo melhor o Brasil, nossa língua, meu material de trabalho.*

publicado por Magaly Magalhães às 11:49 PM
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