Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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Design de
Rossana Fischer










20.8.05
 
Vista aérea de um ponto do Recreio.



Sabem de uma coisa?

VOU-ME EMBORA P´RA PASSÁRGADA

Vou-me embora p´ra Passárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora p´ra Passárgada

Vou-me embora p´ra Passárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei um burro brabo
Subirei no pau de sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe d´água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora p´ra Passárgada

Em Passárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora p´ra Passárgada.

Manuel Bandeira / Libertinagem

Que é que vocês acham?

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Hoje não tem jeito, estou com a alma vestida de poesia. E vocês chegaram a imaginar que eu tinha largado a caça aos poemas? Não conseguiria. Já faz parte do meu metabolismo. Que fazer se, de repente, a gente se depara com um POSTAL como este da Cecília Meireles? Resistir? Quem há-de?

POSTAL

Por cima de que jardim
duas pombinhas estão,
dizendo uma para outra:
"Amar, sim; querer-te, não?"

Por cima de que navios
duas gaivotas irão
gritando a ventos opostos:
"Sofres, sim; queixar-me, não?"

Em que lugar, em que mármores,
que aves tranqüilas virão
dizer à noite vazia:
"Morrer, sim; esquecer, não?"

E aquela rosa de cinza
que foi nosso coração,
como estará longe, e livre
de toda e qualquer canção!

Cecília Meireles / Flor de Poemas

Poema, um jeito de falar ao coração, com o coração.

Dá, ao menos, para descansar o espírito das ignomínias diárias que enfrentamos no momento, o país parado aguardando o desenrolar da cena política. Difícil de agüentar a carga. Ufa!

publicado por Magaly Magalhães às 11:17 PM
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