Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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13.5.06
 
Estátua de Dante em Nova York

Dante no exílio

Todos nós sabemos que o ponto alto da obra de Dante é o poema alegórico de 14.233 versos, em tercetos endecassílabos, que compõem a Divina Comédia, exaustivamente estudada, interpretada, traduzida sob variadas óticas. Desta obra temos a edição integral traduzida por Cristiano Martins (1976), como contamos com a tradução da Lírica por Jorge Wanderley (1996). Esta deixa entrever Dante em seu período de formação enquanto A Divina Comédia é a obra da maturidade do grande poeta florentino.
Na Lírica, os poemas que compõem Vita Nuova são importantes por conterem *em germe as imagens, os símbolos e toda a mítica dantesca que se consumaria na sua obra máxima, a Commedia*. Trata do amor de Dante por Beatriz no belo cenário de Florença.

Deixo com vocês o Soneto I em que *Dante encontra (pela segunda vez) Beatriz e tem um sonho pressago; e o Soneto II em que ele, *numa igreja, olhava para Beatrz, mas entre os dois havia uma dama que o poeta usará como escudo, deixando que atribuam a ela o amor que tem na realidade por Beatriz; a dama se vai da cidade, mas ele segue com a farsa*.

Soneto I

A toda alma gentil presa de amor
em cuja direção parte este escrito,
peço resposta sobre o que vai dito
e saúdo em Amor, seu grão-Senhor.
Finda a terceira hora antes do alvor
quando os astros mais brilham no infinito,
eis me aparece Amor trazendo inscrito
em si um ar que eu lembro com horror.
Alegre parecia, mas levando
meu coração na mão; no braço eu via
a minha dama em trapos ressonando
e ele a acordava e o coração queimando
humilde e com receio ela comia.
Depois Amor partia, soluçando.


Soneto II

Ó vós que na estrada do Amor passais
aguardai e reparai
se há dor alguma, como a minha, grave
e peço que a ouvir vos disponhais; depois verificai
se não sou do sofrer albergue e chave.
Deu-me Amor, que em nobreza se compraz,
e não por meus reais
valores, uma vida tão suave,
que muito bem ouvi dizerem atrás:
*Meu Deus, que fez de mais
este que vai sem nada que o agrave?*
Mas agora perdi toda a confiança
que me vinha do amor, o meu tesouro,
e na pobreza moro
que até rimando sinto insegurança.
Assim, tal como os outros, me demoro
escondendo a vergonha que me alcança:
por fora eu sou a dança
mas no fundo do peito me deploro.


Ganhei o livro Dante Lírica de minha filha Elisa, no Natal passado. A tradução de Jorge Wanderley impressiona o leitor de mais recursos (que não é o meu caso). Devagarinho, de esforço em esforço, consegui sentir o valor do que tinha nas mãos. Valeu o lance de paciência. Valeu sua iniciativa, figliola amada (posso, Meguitcha, entrar furtivamente em seu universo lingüístico?)


E deu para perceber o que o nosso grande poeta Murilo Mendes escreveu sobre a obra de Dante Alighieri:

*Dante viu, retroviu, previu, introviu, postviu, cosmoviu*.


São ao todo 25 sonetos, 1 balada e 5 canções.

Se quiserem mais, sinal verde. Disposição não me falta, ok?

publicado por Magaly Magalhães às 10:01 AM
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