Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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30.8.06
 

Estas flores são para você, Toninha, que gosta da Natureza e de tudo que é belo.

MINHA AMIGA TONINHA, ostentando triunfante sua primeira bisneta, Júlia.

Quase fim de agosto. Estou de volta aqui para falar de minha amiga Toninha que, de certo modo, já apresentei a vocês, meus queridos leitores. Amiga de mais de meio século, na linha dos 80 também.

Trata-se da talentosa Maria Antõnia Bouzón Cruz que concorreu ao recente Concurso de Trovas Bastos Tigre e foi calssificada como uma das felizes finalistas.
Ela não é só dada a trovas, não. Ela é poeta, autora de Retalhos de Mim, já em 2ª edição. com prefácios da Acadêmica Nélida Piñon e da Professora de Literatura Portuguesa na RFRJ e UGF Marina Paranhos .
Ostenta uma medalha de ouro recebida em Concurso de Poesia da CAARJ RJ, assim como tem figurado em algumas antologias.

A programação visual de seu livro Retalhos de Mim foi feita em cima de suas esculturas, porque minha amiga Toninha, com curso de Desenho de Arte Moderna do Rio de Janeiro, é também pintora de quadros impressionistas, tendo conquistado prêmios em vários salões, e é escultora com finos e apreciáveis trabalhos.

Passo agora à tarefa de escolher uns poemas de minha amiga para vocês. Mas pensam que é fácil? Estou tentada a repetir um que já postei aqui mesmo há uns dois ou três anos, mas que ó o meu favorito. E se declamado por ela, ai! Ela recita deliciosamente.

SOLIDÃO

Choro, sim, choro...
Estou vazia.
Do fundo do meu vácuo,
Esta agonia...
Choro palavras,
Choro letras e rimas.
Tento com elas
Liberar meus prantos
Desencantos
Meus cantos sufocados.
Choro como as brandas rosas
Já despidas
Choro pétalas de flores
Desprendidas
Que ao menor toque de mão
Caem copiosas...
Que mistérios de dor
sofrem as rosas?
Têm elas também
Ânsias magoadas?
Têm também afirmações
Negadas
Desejos e paixões
Amordaçadas?

(Abril de 1978)


ÁLBUM DE FAMÍLIA

Nada me socorre
quando mais preciso.
O que socorrer- me possa
não está lá.
Mas se recorro
às folhas de um álbum
onde, separadas
por finas transparências,
guardo velhas fotos,
rompo a solidão.

Cenas mudas, tão falantes,
remetem-me a gritos e melodias.
Fatos idos e vividos
de encontros e desencontros
saltam-me aos sentidos,
como um dia em minhas veias.

Sinto, então, que respiro
retalhos de esperança
estampados no papel,
desfazendo o desalento.

Sempre alguma foto
me oferece flores e sonhos,
sugerindo-me novas aventuras.
E isto é a vida:
Aventurar-se.

(Junho de 2006)

Toninha teve suas trovas comentadas no Rio Letras, na coluna Nos Caminhos da Trova-13, como podemos constatar:
?Para o mote da 2ª Oficina de Trovas realizada no SEERJ : Esta casa do escritor, apresentamos a trova de Maria Antônia Bouzón (Toninha) nessa temática, além de outras trovas desta mesma autora com temas lírico- filosófico e humorístico?:

Esta casa do escritor
nos acolhe e nos motiva.
Quem a freqüenta tem pouso,
não é um barco à deriva.

(Pileque)

Eu vou sair por aí
Percorrendo a natureza.
Irei, de certo, tomar
Um pileque de beleza

(Primavera)

- Como fazer desta vida
uma eterna primavera?
Explodir todas as amas
implodindo a própria guerra.

(Verdade)

Mentira vira verdade,
verdade vira mentira,
Em tempos de falsidade
Palavras dançam o Vira.

Mostrando a dimensão de seu talento na tarefa de trovar, Toninha, glosa aqui a trova da poeta Ângela Carrocino:

Lua branca em céu escuro,
ilumina o meu caminho,
vem dizer se meu futuro
é seguir sempre sozinho

Lua branca em céu escuro
sobressai em seu fulgor.
Traz lembranças prazenteiras
dos muitos sonhos de amor

Tanta esperança na vida
ilumina o meu caminho
fluindo entre circunstâncias
tal qual a rosa entre espinhos.

Vem chegando a primavera
trazendo-me muitas flores,
vem dizer se meu futuro
é colher risos ou dores

Todo o ser que bem se ama,
e que não quer ser mesquinho,
sabe que a grande tristeza
é seguir sempre sozinho

Deixo-os agora certa de que corro o risco de ter que dividir minha amiga com uma porção de gente.


publicado por Magaly Magalhães às 6:48 PM
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