Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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2.6.07
 



Olhem o que achei em meus guardados! Um achado beleza!

E já que moro aqui, na Gávea, vou passar pra vocês o que de encantado tem a pedra que deu nome ao bairro.

Sinto não poder dar o crédito, é uma pena. Alguma notícia sobre a autoria do texto e fotos será bem-vinda.
O Mistério da Pedra da Gávea

Entre os bairros Barra da Tijuca e São Conrado, no Rio de Janeiro, a 842 metros acima do nível do mar, existe uma lendária montanha com a face de um gigante desconhecido que, com seus mistérios, encanta as pessoas que passam por ela.
Seu nome Gávea remonta à época do descobrimento, quando os portugueses que aqui chegaram notaram que ela era um observatório perfeito para controle das caravelas que se aproximassem.
Sua face parece uma figura esculpida e existem inscrições antigas em um de seus lados. Sua origem é objeto de discussão há anos, mas ninguém pode provar quem as fez e por quê, a não ser que se considere A Teoria da Tumba Fenícia.
Existe uma teoria, bastante difundida, de que a Pedra da Gávea seria a tumba de um rei fenício.
Tudo começa no século XIX. Algumas marcas na rocha chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I, apesar de seu pai, D. João VI, rei de Portugal, já ter recebido um relatório de um padre falando sobre as marcas estranhas, anteriores a 1500.

Até 1839, pesquisas oficiais foram conduzidas e, no dia 23 de março, em sua 8° (oitava) seção extraordinária, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil decidiu que a Pedra da Gávea deveria ser extensamente analisada, tendo ordenado, então, o estudo do local e suas inscrições. Uma pequena comissão foi formada para estudar a rocha. 130 anos mais tarde, o jornal O Globo questionou a a tal comissão querendo saber se eles realmente haviam escalado a rocha, ou se eles simplesmente estudaram-na usando binóculos.

O relatório fornecido pelo grupo de pesquisa diz que eles viram as inscrições como também algumas depressões feitas pela natureza. No entanto, qualquer um que veja estas marcas de perto irá concordar que nenhum fenômeno natural poderia ter causado essas inscrições.
Após o primeiro relatório, ninguém voltou a falar oficialmente sobre a Pedra até 1931, quando um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar a tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Algumas escavações amadoras foram feitas sem sucesso. Dois anos depois, em 1933, um grupo de escaladas do Rio de Janeiro organizou uma expedição gigantesca com 85 membros, com a participação do professor Alfredo dos Anjos, um historiador que deu uma palestra "in loco" sobre a Cabeça do Imperador e suas origens.
Em 20 de janeiro de 1937, este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número ainda maior de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.
Segundo um artigo escrito em 1956, o Centro de Excursionismo Brasileiro conquistou, em 1946, a orelha direita da cabeça, a qual está localizada a uma inclinação de 80 graus do chão e em lugar muito difícil de chegar. Qualquer erro redundaria numa queda fatal de 20 metros de altura. Esta primeira escalada no lado oeste, apesar de quase vertical, foi feita virtualmente à unha. Ali, na orelha, há a entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra
Em 1972, escaladores da Equipe Neblina escalaram o Paredão do Escaravelho - a parede do lado leste da cabeça - e cruzaram com as inscrições que estão a 30 metros abaixo do topo, em lugar de acesso muito difícil. Apesar de o Rio ter uma taxa anual de chuvas muito alta, as inscrições ainda se conservavam quase intactas.
Em 1963, um arqueólogo e professor de habilidade científica, chamado Bernardo A. Silva Ramos, traduziu-as como:
LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT
Que lidas ao contrário:
TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL
Ou:
TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL

Sinais que levam às muitas estórias sobre a pedra:

A grande cabeça com dois olhos (não muito profundos e sem ligação entre eles) e as orelhas;

as enormes pedras no topo da cabeça que lembram um tipo de coroa ou adorno;
uma enorme cavidade na forma de um portal na parte nordeste da cabeça com 15 metros de altura , 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
um observatório na parte sudeste como um dólmen, contendo algumas marcas;
um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
as famosas e controversas inscrições no lado da rocha;
algumas outras inscrições lembrando cobras, raios-solares etc, espalhadas pelo topo da montanha;

o local de um suposto nariz, que teria caído já algum tempo.


Roldão Pires Brandão, o presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio afirmou: "É uma esfinge gravada em granito pelos fenícios, a qual tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca". (O GLOBO)
Hoje já se sabe que em 856 a.C., Badezir tomou o lugar de seu pai no trono real de Tiro.

Será a Pedra da Gávea o túmulo deste rei?
Segundo consta, outros túmulos fenícios que foram encontrados em Niterói, Campos e Tijuca sugerem que esse povo realmente esteve aqui. Em uma ilha na costa do Estado da Paraíba, foram encontradas pedras e ruínas de um castelo antigo com quartos enormes, diversos corredores e passagens.
De acordo com alguns especialistas, o castelo seria uma relíquia deixada pelos fenícios, apesar de haver pessoas que contextem essa teoria.
Robert Frank Marx, um arqueólogo americano interessado em descobrir provas de navegantes pré-colombianos no Brasil, começou em outubro de 1982, uma série de mergulhos na Baía de Guanabara. Ele queria achar um navio fenício afundado e provar que a costa do Brasil foi, em épocas remotas, visitada por civilizações orientais. Apesar de não achar tal embarcação, o que ele encontrou pode ser considerado um tesouro valioso.
Sobre esta experiência, O GLOBO publicou na ocasião:
"O caso dos vasos fenícios da Baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e seu achado só foi revelado um ano depois, em 1978, com vagas informações. O nome do mergulhador que achou as doze peças arqueológicas só foi revelado posteriormente, depois de uma conferência no Museu Marinho, pelo presidente da Associação Profissional para Atividades Sub-Aquáticas, Raul Cerqueira."
Três vasos foram encontrados. Um permaneceu com José Roberto Teixeira, o mergulhador que encontrou os vasos e os outros dois foram para a Marinha. As peças com capacidade para armazenar 36 litros, estão sob a guarda do governo brasileiro em uma localidade desconhecida.
Existe uma gruta tipo sifão na parte onde o maciço toca o mar, com a face abobadada acima do mar e com ventilação natural, onde se encontra uma escadaria em sentido ascencional, que. segundo consta, levaria ao interior da Pedra.
O caso mais conhecido referente a esta escadaria é o de dois rapazes que faziam caça submarina e, ao encontrarem a entrada para esta gruta, resolveram entrar. Decidiram subir os degraus da escadaria e a última coisa de que se lembram é de terem perdido os sentidos. Quando acordaram, estavam no topo da pedra a 842 metros de altitude.

Se a Pedra da Gávea representa a cabeça de algum tipo de esfinge, onde estaria o resto de seu corpo? Alguns estudiosos afirmam que o morro do Pão de Açúcar representa os seus pés.


E para aqueles que não se contentam com pouco, o pé da esfinge tem uma tatuagem.


***

E aí? Conheciam a lenda? Comentem, contem histórias afins. Vou adorar.

publicado por Magaly Magalhães às 5:29 PM
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