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Design de
Rossana Fischer

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30.1.07

Incompreensão, insensibilidade, intolerãncia.
Como andam soltas e que mal suscitam!
Ainda estupefacta com o aluvião que varreu nosso mundo blogueiro.
Aos poucos, os ânimos arrefecem graças à palavra competente, ao espírito de justiça e sensibilidade de blogueiros amigos e experientes.
Agradeço a preocupação de alguns em relação ao choque que eu teria experimentado, dados os casos recentes de morte na família e dada a minha idade avançada.
Não nego que me abalei e sofri, como a maioria dos amigos da Meg, mas, a partir da onda de suspeitas que se levantou, é claro que o que me acudiu foi a certeza imediata de que se tratava de um posicionamento limite partido de uma situação constrangedora.
E muito me admira que a compreensão dessa situação não se tenha aberto a todos os seus amigos imediatamente. Muitos, justiça seja feita, cantaram alvíssaras com a constatação da não-morte da blogueira evoluída que sempre se mostrou decidida a encaminhar valores novos.
Peço desculpas a todos pelo meu silêncio durante o desenrolar do caso, mas eu estava vazia e angustiada, incapaz de me manifestar.
Vamos cumprir o papel de amigo a distância, oferecendo, mesmo indiretamente, o apoio que está em nossas mãos, a palavra, o incentivo, o carinho, com bondade, tolerância, amor. Dever cristão que todo mundo conhece teoricamene e que temos oportunidade, agora, de exercitar.
Um poema de Celan:
COMO TE EXTINGUES em mim:
ainda no último e gasto nó de ar estás lá com uma faísca de vida.
( tradução: Claudia Cavalcanti )
E a rosa de hoje Edouard Manet Siga em frente, Meg,rumo à recuperação e à vida plena, sentindo a força em que repousa este nosso desejo.
publicado
por Magaly Magalhães às 5:56 PM
23.1.07
ROSAS DA MEG
 Rosas que ofereci.  Rosas que não cheguei a oferecer. Rosas que abriguei em frame na esperança de que restassem exclusivas.  A estranha rosa azul que tanto a encantou. E as rosas que trago no coração e que prometo liberar a cada dia levando uma prece singela, bem-humorada, fervorosa, o que a manterá jovial, plena, serena para cada encontro nosso em qualquer mundo. Com o amor de todos os verdadeiros amigos.
publicado
por Magaly Magalhães às 2:09 PM
15.1.07
Rosas para a inesquecível amiga MEG
Saio de um curto retiro espiritual no qual reuni forças para digerir a realidade dura pra todos nós, mais para mim , permitam-me, abalada por seguidos golpes dessa natureza. Falta-me energia, falta-me élan, é difícil externar-me. Valeu a amizade que se tornava cada dia mais segura e intensa apesar da condição de virtual.
Num seu aniversário, enviei-lhe o poema:
À Meg
Eu preciso materializar seu jeito especial de ser, sua grandeza sem alardes, sua ânsia em dividir conhecimento, sabedoria, sua tendênca a doar-se, não subtraindo de si mesma, mas doar somando, as partes envolvidas em plena comunhão de idéias e sentimento. Eu preciso mentalizar agora sua figura física cheia de humor e euforia, de ação e movimento. Garantida sua imagem, resolvida, definitiva, poderei dar corpo, forma a este sentimento bonito que nos fez amigas.
Com carinho, no dia de seu aniversário.
Um imenso sentimento fraterno nos unia e como amadureceu com o tempo! A este sentimento, Meg, que continuará mesmo que estejamos em planos diferentes, dedico minhas preces e minha saudade sem fim.
publicado
por Magaly Magalhães às 5:12 PM
12.1.07
  Por Sérgio Fonseca
TEMPO E ARTISTA
Imagino o artista num anfiteatro Onde o tempo é a grande estrela Vejo o tempo obrar a sua arte Tendo o mesmo artista como tela
Modelando o artista ao seu feitio O tempo, com seu lápis impreciso Põe-lhe rugas ao redor da boca Como contrapesos de um sorriso
Já vestindo a pele do artista O tempo arrebata-lhe a garganta O velho cantor subindo ao palco Apenas abre a voz, e o tempo canta
Dança o tempo sem cessar, montando O dorso do exausto bailarino Trêmulo, o ator recita um drama Que ainda está por ser escrito
No anfiteatro, sob o céu de estrelas Um concerto eu imagino Onde, num relance, o tempo alcance a glória E o artista, o infinito
Chico Buarque
Só podia ser Chico. Com que classe ele trata o tema, com que carga de sensibilidade ele filtra as emoções.
Encontrada no blog Papel de Pão, de Sérgio Fonseca Aliás, vale a pena conferir o ensaio que ele escreveu sobre o show do Chico no Canecão, as fotos, sim, as fotos de todo o desenrolar do show, referências à vida, obra, textos, apresentações do artista, tudo apresentado com muito gosto e propriedade. É, Sérgio, este misto de poeta, cronista, escritor, fotógrafo e blogueiro maior sabe como encantar a gente. *** Uma contribuição da casa: *O nada traz um todo de ausência ao todo da presença.* Paulo José Miranda
De *A Tragédia Grega e o Primo Basílio* de Eça de Queirós
*das nichten dés Nichts*
O NADA
Penso no nada, no nada heideggeriano - a ausência em presença, a ausência materializada em tudo o que sentimos, percebemos, sonhamos, apalpamos.
E me confundo...me sinto ruir...
O nada esgarça a vida, toma todos os espaços, expande-se, tumultua, intoxica, sufoca, exerce ação apocalíptica, neutraliza qualquer gesto ou ação.
Ao todo da presença instala o todo da ausência e aponta para o nada em que nos podemos tornar.
Estremeço, fraquejo... Reajo.
O nada tem a ver com abandono, desprezo, desolação, tristeza extrema.. fuga de si mesmo, desespero.
Não, não pode atingir aqueles que possuem Fé na razão de ser da Vida, Fé inabalável na perene Presença de um Deus Vigilante Onividente Onisciente Onipotente
14 / 11 /2006 Rio
publicado
por Magaly Magalhães às 10:01 PM
6.1.07
  BEM-VINDO 2007!
Janeiro em curso, gente. Ao trabalho, então. E com empenho, com entusiasmo.. Abaixo estão estrofes soltas de poemas do conhecido Poeta e o livro ao qual pertencem. Fica fácil assim a identificação. Quem já leu, por exemplo? As garças capinavam as águas.
A saliva das aves movia o motor do riacho.
Do livro *As Solas do Sol* (Editora Bertrand Brasil, 1998) ...A queda atalha a subida, o homem permanece uma pronúncia inacabada.
Tantas vezes caí em teu lugar, que descobri o inferno
ao repetir a salvação. Tantas vezes caíste em meu lugar,
que descobriste a salvação ao repetir o inferno.
Do livro *Um Terno de Pássaros ao Sul* (Escrituras, 2000)
.... Só na velhice a mesa fica repleta de ausências. Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música. Creio na cerração das manhãs. Conforto-me em ser apenas homem.
Envelheci, tenho muita infância pela frente.
Do livro *Biografia de uma Árvore*
... Chega um momento em que somos aves na noite, pura plumagem, dormindo de pé, com a cabeça encolhida. O que tanto zelamos na fileira dos dias, o que tanto brigamos para guardar, de repente não presta mais: jornais, retratos, poemas, posteridade.
Minha bagagem é a roupa do corpo.
... Acerto o relógio pelo sol. Percorro as dez quadras de meu mundo. As ruas são conhecidas e me atalham.
...
Fazer as coisas pela metade é minha maneira de terminá-las.
Fabrício Carpinejar é poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nasceu em Caxias do Sul (RS) aos 23 de outubro de 1972. Mora em São Leopoldo (RS). É autor dos livros As Solas do Sol (Bertrand Brasil, 1998), Um Terno de Pássaros ao Sul (Escrituras Editora, 2000) , Terceira Sede (Escrituras, 2001) entre outros. Seu nome é saudado por escritores comoAntonio Skármeta, Ivo Barroso, Fernando Monteiro, Antonio Carlos Secchin, Carlos Heitor Cony, Millôr Fernandes entre outros mais.
Para Millôr, Carpinejar não tem vergonha de fazer poemas em cima de seu cotidiano e nos produz coisas do gênero:
Ela escolheu envelhecer comigo. Pode ter sido compaixão pela minha falta de jeito, acaso ou acidentedos cabelos lisos
Ela escolheu envelhecer comigo Pode ter sido amor, Simpatia ou alguma perda fora de mim que despertou suas perdas. Pode ter sido a idade que pedia um marido, sei lá, o marido pedia uma idade. Ela escolheu e aqui fez sua noite. Suas mãos se toldam em uma tenda quando alivia
Ela escolheu envelhecer comigo. Pode ter sido compaixão pela minha falta de jeito, acaso ou acidente dos cabelos lisos.
Ela escolheu envelhecer minha barba de outros odores que não o seu.
Carpinejar por Capinejar:
*Eu procuro escrever como quem conversa, sem intermediários ou saída de emergência ao dicionário. Não preciso bancar o difícil, a vida já é difícil. Cabe descomplicar a vida, torná-la legível ao entendimento*.
*O poema é um cinema primitivo. Todo verso é uma montagem, permitindo a visualização das cenas, emprestando o que foi vivido aos personagens e tomando emprestado os que personagens sonharam para impulsionar as vivências*.
*Meus pais não merecem minha culpa. Meu pai Carlos Nejar e minha mãe Maria Carpi foram fundamentais porque nunca me cercearam, nunca me falaram que deveria ser escritor, nunca me pressionaram. Os livros da biblioteca de casa eram lidos e sublinhados e cada um marcava de uma forma diferente. Os livros foram as cartas que troquei com eles*.
*Eu sou apaixonado por textos que interrogam, não que dão certezas ou fórmulas. Textos que permitem a gente se duvidar um pouco mais do que o necessário, enlouquecer um pouco mais do que a dosagem normal, vibrar um pouco mais do que o permitido por lei. A poesia é essa libertação. Falar olhando nos olhos. Encarar com sinceridade o que podemos ser. Poesia é a urgência, quando não temos nada a perder*.
*Percebo a literatura como um espaço sedutor para contar histórias, histórias para acordar, não fazer dormir. Tenho autocrítica e humor de sobra para rir de mim quando me levo a sério*.
*Eu quero a contradição. Procuro da música apenas o assobio, o início da melodia. Daí que meus poemas se assemelham a ferroadas da consciência mais do que a harmonia confortável do mel. Eu falo com a instabilidade de quem xinga, sussurra, sopra, dá conselhos, assim como é a vida.*
(Passagens ccolhidas na entrevista a Fabrício Carpinejar por LUÍS ANTÔNIO GIRON).
Longo o post? Mas não valeu a pena ouvir um pouco sobre Carpinejar? Há tanto mais a dizer...
publicado
por Magaly Magalhães às 1:28 PM
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