Divulgar idéias próprias, combater o discurso invertido corrente, aprender a dividir, expor sentimentos,
trazer poesia ao dia-a-dia, eis a abrangente ação deste veículo de idéias. De tudo, um pouco - minha meta.
 

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31.12.05
 


Salve O ANO NOVO! Salve o ano de 2006!

"... a vida, a vida, a vida,
a vida s� � poss�vel
reinventada"

Cec�lia Meireles

FELIZ ANO NOVO, amigos.

publicado por Magaly Magalhães às 12:23 AM
23.12.05
 



Estou aqui, como prometi, para desejar a todos os blogueiros amigos um

FELIZ NATAL!

Que a paz e a conc�rdia se fa�am entre n�s nesse dia especial e que possamos comemor�-lo com alegria e devo��o.

Pensei, pensei e cheguei � conclus�o que uma espiada em nossas tradi��es natalinas � uma graciosa maneira de homenagearmos o Deus-Menino.
Da�, trazer ao conhecimento de voc�s o feliz artigo do professor alagoano Abelardo Duarte sobre:

FESTAS DE NATAL

N�o havia ainda a figura de Papai Noel entrado nos festejos natalinos do Nordeste. Papai Noel aparecia, sim, nos cromos de Natal, nos cart�es-postais importados do estrangeiro, muitas vezes montado num tren�, correndo na neve e tirado por velozes e galhudos animais, as renas.
E o pres�pio, feito ao gosto da nossa gente, armado com cheirosas folhas de pitangueira e palmas e galhos de mato, surgia como uma cria��o nossa, engenho e arte da nossa gente. A pr�pria intimidade que se tomava com as figuras sagradas, essa aproxima��o do nosso povo com o Rec�m-Nascido, deitado no tosco ber�o, um doce sorriso nos l�bios e os bracinhos abertos e acolhedores, tudo, afinal, concorria para dar a impress�o de uma obra bem nossa, dentro do sentido universal de sua cria��o. E essa intimidade ou trato familiar com as figuras sagradas leva muitas vezes, na constru��o dos pres�pios, a um sentido de arte primitiva, e mais do que isso, � inventiva, � cria��o de detalhes e � introdu��o de novas figuras e efeitos originais.
De igual modo para festejar a vinda do Menino Deus, a tradi��o juntou a devo��o do pres�pio ao pastoril. A princ�pio c�ntico, jornadas e bailados diante do pres�pio armado executados pelas pastorinhas, grupos de crian�as ou mo�oilas trajada � moda de camponesas ou com simplicidade.
Era assim uma representa��o de car�ter sacro levada a efeito nas igrejas ou nas resid�ncias particulares. Outras vezes, a encena��o de verdadeiros autos e bailes pastoris, estes, em realidade pe�as dram�ticas, com personagens e enredo, mas de inspira��o igualmente sacra e em muito semelhante aos autos hier�ticos portugueses, castelhanos e de outras origens. Esses autos ou bailes pastoris em versos perfeitamente metrificados, deviam-se aos poetas profanos e aos padres; o texto erudito, posteriormente deturpado, bem como a m�trica estropiada pelos copistas sucessivos, deixa claro a sua verdadeira origem, tendo por modelo os autos de Gil Vicente e as �clogas de Juan de la Encina, principalmente. O teatro vicentino inspirou e propagou o surto po�tico dos autores dos bailes pastoris, n�o resta a menor d�vida.
A seguir, o pastoril foi deixando o ambiente sagrado das naves ou o recato das casas de fam�lia para o palco ou tablado de rua, e com essa extrovers�o, publicado em cadernos numa representa��o sacra pura, feita diante do pres�pio, isto �, o cunho de uma manifesta��o ou sentimento verdadeiramente religioso, saudando a vinda do Messias. Da� por diante, o pastoril sofreu a press�o dos fatores ambientais e entrou para o grupo dos folguedos populares da quadras das festas : folguedos de rua.
Em N�poles, L. Lavenere colecionou e reviu alguns bailes pastoris, publicando-os em cadernos mimeografados; acrescentou que o original estava cheio de erros, havendo corrigido o que foi poss�vel. O primeiro caderno da sua s�rie � o Baile do rei Herodes, seguido de Baile de seduzida (ambos publicados no ano de 1948). O Baile do rei Herodes tem como personagens o rei Herodes, Maria, G�lia, pastora, um centuri�o, J�nia, pastora, Mar�lia, pastora, soldados. Desenrola-se em tr�s atos musicados. Do Baile da seduzida s�o personagens: libertina, f�ria, Anjo Gabriel, pastoras. Ato �nico e musicado.
Outrora era muito comum a encena��o de bailes pastoris.
O pastoril simples e ing�nuo de antigamente, com as suas loas do Deus Menino:

Vamos, pastorinhas,
Vamos a Bel�m

com as suas jornadas de uma musicalidade suave,

Vamos ver o Prometido
Que � todo o nosso bem

transmudou-se no pastoril dos dois cord�es azul e encarnado, estabelecendo-se entre os seus apreciadores, geralmente, um sentido de luta e rivalidade. O partidarismo cresceu e acirrou-se nos dias atuais com o novo costume da elei��o da rainha do pastoril, cuja vit�ria deve recair numa das duas dirigentes dos cord�es : mestra ou contra-mestra.
A vit�ria leva a eleita � cena final da coroa��o (fazendo hoje parte do pastoril) que marca o t�rmino da apresenta��o). Atinge ent�o o entusiasmo partid�rio o seu climax. H� trono, coroa e vassalagem, em cena aberta, c�nticos, vivas e an�ncios, auxiliado tudo pelos amplificadores de r�dio-difus�o.
Outras modifica��es operaram-se ainda no pastoril. De cantigas relacionadas exclusivamente com o motivo sacro do Nascimento de Jesus, loas e jornadas delicadas, suaves, de fundo sacro, passaram a incluir no pastoril can��es profanas em voga sem nenhum nexo com a representa��o. mas, n�o se trata evidentemente de fen�meno explicado pela din�mica cultura.
S�o meros enxertos, sem evolu��o da tem�tica. Tanto que para cantar as can��es da �poca, as duas figuras principais do pastoril (mestra e contra-mestra) despojam-se dos seus trajes de pastores e de suas ins�gnias coloridas para apresentar-se com vestidos compridos de baile e utilizar-se de meneios e requebros, conforme a m�sica. No tablado, empunhando o microfone, surgem baiana, � la Carmem Miranda, rumbeiras � Ninon, can�onetistas, sambistas) e int�rpretes at� da m�sica carnavalesca (se non � vero...).
H� assim um desvirtuamento de comemora��es do car�ter sacro de que se deve revestir, sem falar na perda da tradi��o. Dir�o os indiferentes que isso n�o constitui novidade e de h� muito as vozes da igreja protestam contra as cenas profanas dos pastoris, contra pastoris dan�ados de modo impr�prio e n�o por mo�oilas ou crian�as, como � o costume e manda a tradi��o.
O pastoril com os dois cord�es de pastorinhas (o azul e o encarnado) j� vem de longa data. As pastoras s�o mo�oilas ou meninas trajadas de branco, tendo a tiracolo uma fita longa do cord�o (conforme a cor) e trazendo na cabe�a chap�u de palha r�stico de abas largas com fitas. O cord�o encarnado � chefiado pela mestra e o azul pela contra-mestra, havendo ainda outra figura feminina, que � a Diana, vestida igualmente de branco, mas trazendo ao mesmo tempo as duas fitas encarnada e azul a tiracolo. Quando surge canta:

Sou a Diana, n�o tenho partido
Meu partido s�o os dois cord�es...

Outras figuras completam o conjunto como o pastor (o velho).

As "jornadas" ou n�meros cantados e dan�ados s�o v�rios.
Muito populares s�o as seguintes:

Em dezembro, a 24
Meia noite, deu sinal,
Rompe a aurora, primavera,
Viva a noite de Natal!

Estrela do Norte
Cruzeiro de Bel�m
Vamos dar um bravo
� Diana tamb�m

O Natal do Nordeste, especialmente nas Alagoas, tem pois, com o pres�pio e o pastoril, um ambiente e um sabor especial. A noite de 24 de dezembro � festejada com os c�nticos doces das jornadas, assinalando a vinda do Salvador e dando ao maior acontecimento do Advento crist�o o sentido de uma comemora��o humana nisso que se identificam pelos s�culos afora, o humano e o divino.

Estrela do Norte,
Cruzeiro do Sul
Vamos dar um bravo
Ao cord�o azul

Estrela do Norte
Cruzeiro sagrado
Vamos dar um bravo
Ao cord�o encarnado


Gostaram?

Sou suspeita ao falar do sabor desta tradi��o. Alagoana de idade, estas s�o reminisc�ncias das mais caras de minha inf�ncia.

Renovo aqui meus votos de FELIZES FESTAS para todos.

publicado por Magaly Magalhães às 1:34 AM
9.12.05
 

DE VISITA

N�o � uma volta pra valer, � mais uma visita para abrandar as saudades. Saudades de todos e de tudo. Do interagir di�rio por conta de coment�rios, e-mails, posts; da descoberta de novos blogs, dos blogs que viram livros, de not�cias concernentes a blogs e sua import�ncia na vida hodierna..
Ando defasada em mat�ria de not�cias de modo geral. N�o tenho acompanhado os acontecimentos que v�o pelo mundo e muito menos lido livros ou revistas, mas vir � blogosfera j� me alenta sobremodo.
N�o pensei ainda no Natal j� t�o pr�ximo, mas vislumbro a esperan�a de poder entrar em harmonia com o nosso universo, atrav�s da gra�a que Deus me concedeu em forma de uma tr�gua na luta pela sa�de de meu esposo.
Esta visita, ent�o, � uma pr�via do que estarei a desejar a todos os amigos, sejam quais forem as circunst�ncias, no dia do nascimento de Jesus. Que sintamos a SUA m�o a nos conduzir na luta pela paz universal t�o desejada e ainda t�o distante.


Encontrei esses poemas de Carlos Drummond de Andrade bem sintom�ticos do processo de debilita��o das tradi��es religiosas. Trouxe-os para uma oportuna releitura.

O QUE FIZERAM DO NATAL

Natal.
O sino longe toca fino,
N�o tem neves, n�o tem gelos.
Natal.
J� nasceu o deus menino.
As beatas foram ver,
encontraram o coitadinho
( Natal)
mais o boi mais o burrinho
e l� em cima
a estrelinha alumiando.
Natal.

As beatas ajoelharam
e adoraram o deus nuzinho
mas as filhas das beatas
e os namorados das filhas,
mas as filhas das beatas
foram dan�ar black-bottom
nos clubes sem pres�pio.


PAPAI NOEL �S AVESSAS

Papai Noel entrou pela porta dos fundos
( no Brasil as chamin�s n�o s�o pratic�veis),
entrou cauteloso que nem marido depois da farra.
Tateando na escurid�o torceu o comutador
e a eletricidade bateu nas coisas resignadas.
Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,
achou um queijo e comeu.

Depois tirou do bolso um cigarro que n�o quis acender,
teve medo talvez de pegar fogo nas barbas posti�as
( no Brasil os Papai-No�is s�o todos de cara raspada)
e avan�ou pelo corredor branco de luar.
Aquele quarto � o das crian�as.
Papai entrou compenetrado.

Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindos
mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos
soldados mulheres elefantes navios
e um presidente da rep�blica de celul�ide.

Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudo
no intermin�vel len�o vermelho de alcoba�a.
Fez a trouxa e deu o n�, mas apertou tanto
que l� dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por causa do
aperto.
Os pequenos continuavam dormindo.
Longe um gato comunicou o nascimento de Cristo.
Papai Noel voltou de manso para a cozinha,
apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.

Na horta, o luar de Natal aben�oava os legumes.



Pra compensar a desesperan�a que nos assalta hoje em dia, ainda com maior freq��ncia, o


POEMA DA PURIFICA��O
Carlos Drummond de Andrade


Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.

As �gua ficaram tintas
de um sangue que n�o descorava
e os peixes todos morreram.

Mas uma luz que ningu�m soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.



Pra quem curte o latim, sua tradu��o por Silva B�lkior:

CARMEN PURIFICATIONIS

Tot ad finem praeliorum
bonus angelus malo mortem intulit
cuius corpus praeceps dedit flumini.


Evaserunt undae rubrae
sanguine perenniter,
mortui sunt et pisces omnes.


Lumen tamen unde veniens
nemo fuit qui diceret
mundo illuminando apparuit,
angelusque vulnus alter persanavit
dimicantis angeli.

(Encontrado em: http://secrel.com.br/JPoesia/)

publicado por Magaly Magalhães às 9:52 PM